| Origem do Movimento de Emaús | |
| Evangelho: Os discipulos de Emaús | |
| Monsenhor Calazans | |
| Patrono: São João Batista |
| Origem do Movimento de Emaús |
O Movimento do Emaús, teve origem na Arquidiocese de São Paulo e resultou do encontro de padres e leigos, adultos e jovens, buscando novos caminhos e meios de evangelização. Liderava-os o Monsenhor Benedito Mário Calazans.
O movimento teve inspiração e iniciativa já no primeiro semestre do ano de 1968, sendo idealizado como curso para jovens, o primeiro dos quais ocorreu no período de 30 de maio de 1968 (quinta-feira) a 02 de junho de 1968 (domingo) em São Paulo, primeiramente com o nome de Encontro de Juventude.
Em 1972, em encontro na cidade de Vargem Grande, o incipiente Movimento recebe o nome de Emaús Curso de Valores Humanos e Cristãos. Mais um novo nome já foi dado ao Movimento e é Instituto das Comunidades Missionárias de Emaús, nos termos do seu primeiro Estatuto, elaborado e aprovado.
O nome antigo, assim, fica restrito aos seus cursos. Dessa forma, o Movimento passa a ter vida jurídica civil a partir do registro civil e vida canônica a partir da aprovação religiosa de sua existência segundo os predeitos da legislação canônica
Em 1974 o saudoso Padre Elemar Scheid (falecido em 1998), sendo Vigário em Jaraguá do Sul, providenciou a instalação do Emaús na sua paróquia, ao mesmo tempo em que estimulou a que moços e moças cursassem o Emaús na Capital do Estado catarinense – dentre os quais, Ana Elisa Moreti (agora Moretti Pavanello ) que mostrou-se ser uma dinâmica incentivadora do Movimento – e também Osmar Oscar Nagel, José Decker, Vitório Lazzaris e diversos outros, estando o Secretariado Diocesano de Joinville sediado em Jaraguá do Sul.
Outros cursaram o Emaús diretamente na cidade de São Paulo, dentre os quais Humberto Pradi, Evanira Pradi, Cláudio Germano Herbst, Maria Lisete Schmitz (depois Herbst), Marion Marcatto, Gilberto Lombardi.
Desde então, realizamos na Diocese quatro cursos ao ano, sendo dois masculinos e dois femininos, sem interrupções. O Movimento na Diocese – que é a de maior território em chão catarinense – abrange diversos municípios desde o Planalto, passando pelo Vale do Itapocu e espraiando-se pelo amplo Litoral Norte de Santa Catarina.
| Evangelho: Os Discipulos de Emaú (Lc 24, 13-35) |
Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles. Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram.
Perguntou-lhes, então: "De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?" Um deles chamado Cleófas, respondeu-lhe: "És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?" Perguntou-lhes ele: "Que foi?" Disseram: "A respeito de Jesus de Nazaré... Era um profeta poderoso em obras e em palavras, diante de Deus e de todo o povo. Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse ele que havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam. É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol; e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram."
Jesus lhes disse. "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que o Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?" E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.
Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante. Mas eles forçaram-no a parar: "Fica conosco, já é tarde e já declina o dia." Entrou então com eles. Acontecendo que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho. Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram... mas ele desapereceu.
Diziam então um para o outro: "Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?" Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os onze e os que com eles estavam. Todos diziam: "O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão."
| Monsenhor Calazans |
Sacerdote. Nasceu na cidade de Paraibuna, São Paulo, a 13 de março de 1911. Filho do prof. Benedito Mário de Calazans e de d. Judith Moura de Calazans.
Fez seus estudos no Seminário Diocesano de Taubaté e na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Foi vigário cooperador de Caçapava, São Paulo; vigário de Cruzeiro, São Paulo; prof. do Seminário e do Ginásio Diocesano de Taubaté, do Instituto de Filosofia de Taubaté; vigário cooperador de São José dos Campos; assistente diocesano da Juventude Feminina de Ação Católica de Taubaté e da Juventude Operária da mesma cidade. Vigário cooperador da Paróquia de Santo Antônio da Barra Funda, na cidade de São Paulo e auxiliar da Capelania da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Igreja do Paissandu, em São Paulo. Inspetor do Ensino Religioso da Arquidiocese de São Paulo. Assistente da Juventude Universitária Católica de São Paulo, Seção da Escola Politécnica e da Faculdade de Medicina de São Paulo. Professor de Ética na Escola de Cadetes de Barro Branco da Força Pública de São Paulo. Capitão Capelão da Escola de Especialistas da Aeronáutica de São Paulo.
Fundador e Orientador Espiritual da Lareira, Instituição a Serviço da Família, a qual comemorou, recentemente, seu Jubileu de Ouro. Professor de Teologia no Curso de Formação Familiar para jovens e no Curso de Orientação para Mães e de Diretores e Formação de Lideranças no Curso de Organização e Administração da Lareira. Professor de Orientação Familiar no Curso "AFAM" (empregadas domésticas) e Professor de Religião na Escola Normal Padre Anchieta. Colaborador do programa "Desafio aos Catedráticos" da Rádio Cruzeiro do Sul de São Paulo. Dirigiu o Programa denominado Um Olhar Cristão sobre a Cidade da PRB6 rádio Piratininga de São Paulo. Fez parte da representação do Brasil à Santa Sé, por ocasião dos festejos do 80º aniversário do Santo Padre João XXIII.
Fundador e diretor espiritual nacional do Movimento de Emaús, Curso de Valores Humanos e Cristãos para jovens. Deu cursos de formação cristã e familiar em diversas cidades do Brasil. Foi membro do Conselho de Presbíteros da Arquidiocese de São Paulo. Recebeu as Comendas das Ordens: Tamandaré – Marinha – Aeronáutica e Rio Branco – a Medalha do Infante Dom Henrique, da Princesa Leopoldina e do Movimento de Resistência Húngara.
Leia também:
Monsenhor Calazans – Uma vida a serviço da Igreja
Monsenhor Calazans - Uma vida pela fé
| Patrono: São João Batista |
João Batista é o único Santo, além da Virgem Maria, de quem a liturgia celebra o nascimento para o céu, celebrando o nascimento segundo a carne. A Liturgia festeja no nascimento de São João Batista, "a Aurora da Salvação", o aparecimento neste mundo do Precursor do Messias.O nascimento do Precursor, seis meses antes do nascimento de Jesus, participa da grandeza do mistério da encarnação que ele anuncia. Isso se deve, certamente, à missão única que, na história da salvação, foi confiada a este homem santificado, no seio da sua mãe, pela presença do Salvador, que dirá mais tarde: "Que fostes ver no deserto?... Um profeta? Sim, Eu vos digo, é mais que um profeta. Este é aquele de quem foi dito: "Eis que envio a tua frente o meu anjo, que preparará Teu caminho diante de ti", pois, Eu vos digo que entre os nascidos de mulheres não há ninguém maior do que João. Mas, o que é menor no Reino de Deus é maior do que ele". (Lc 7, 24 a 28)
Foi pois, o maior entre os profetas, porque pôde apontar o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1,29-36). Sua vocação profética desde o ventre materno, reveste-se de acontecimentos extraordinários, repletos de júbilo messiânico, que preparam o nascimento de Jesus. (cf. Lc. 1, 14-58)
Profeta do Altíssimo, João Batista é prefigurado por Jeremias: - "antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei e te constitui profeta entre as nações" (Jer 1,4-10). Mais do que ele, João foi consagrado desde o seio materno para anunciar o Salvador e preparar as almas para a sua vinda.
Anel de ligação entre a Antiga e a Nova Aliança, João foi acima de tudo o enviado de Deus, uma testemunha fiel da luz, aquele que anunciou Cristo e O apresentou ao mundo. O Batismo de penitência, que acompanha o anúncio dos últimos tempos, é figura do batismo segundo o Espírito (Mt 3,11). Profeta por excelência, a ponto de não ser senão uma "voz" de Deus que clama, ele é o precursor imediato de Cristo: vai à Sua frente, apontando, com sua palavra e com o exemplo de sua vida, as condições necessárias para receber a salvação.
A solenidade do Precursor, é um convite para que conheçamos a Cristo, Sol que nos vem visitar na Eucaristia. Demos pois, testemunho d’Ele, com o ardor, o desinteresse e a generosidade de João Batista. A data da festa, três meses após a Anunciação e seis meses antes do Natal, corresponde as indicações de Lucas (Lc. 39-56 a 57). Por isso a antífona de entrada da missa de Vigília começa com estas palavras: "será grande diante do Senhor; estará cheio do Espírito Santo desde o seio materno e muitos se alegrarão com o seu nascimento".
Peçamos a João Batista que continue o seu papel de Precursor junto de nós, guiando sempre nossas almas nos caminhos da salvação.
(adaptação da introdução do Missal Romano do Brasil e de Portugal).






